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Caixa prova explosão

Caixa à prova de explosão é um invólucro elétrico projetado para áreas classificadas onde há risco de atmosfera explosiva de gases, vapores ou poeiras combustíveis. No tipo de proteção mais comum, o Ex d (à prova de explosão ou flameproof), a caixa é robusta o bastante para conter uma explosão interna e resfriar os gases pelos interstícios antes que escapem, impedindo que a chama propague para o ambiente externo. Os requisitos gerais estão na ABNT NBR IEC 60079-0 e os específicos do invólucro à prova de explosão na ABNT NBR IEC 60079-1.

Especificar corretamente depende de cinco variáveis técnicas: a zona da área classificada (0, 1 e 2 para gás; 20, 21 e 22 para poeira), o grupo do gás alvo (IIA propano, IIB etileno, IIC hidrogênio), a classe de temperatura de superfície (T1 a T6), o grau de proteção IP conforme a ABNT NBR IEC 60529 e o material do corpo (alumínio fundido de baixo cobre, ferro fundido ou aço inox 316). Essas variáveis, em conjunto com os riscos operacionais de setores como petroquímica, aparecem em plantas onde a contenção também é reforçada por barreiras físicas como caixa de contenção de produtos químicos e planos de resposta a incidente.

Por envolver risco de vida, este é um produto de segurança crítica: a instalação está sujeita à NR-10 e o equipamento é de certificação compulsória pela Portaria INMETRO 179/2010, exigindo certificado emitido por Organismo de Certificação de Produto acreditado. A seleção e a inspeção devem ser conduzidas por engenheiro eletricista habilitado com ART, pois erro de zona, de grupo de gás ou dano ao interstício à prova de chama pode transformar o próprio equipamento em fonte de ignição.

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Caixa prova explosão

Aviso de segurança. Caixa à prova de explosão é equipamento de segurança para atmosferas explosivas e sua seleção, instalação e inspeção devem seguir a ABNT NBR IEC 60079-0, a ABNT NBR IEC 60079-1 e a NR-10, sob responsabilidade de engenheiro eletricista habilitado com ART. No Brasil o equipamento é de certificação compulsória pela Portaria INMETRO 179/2010; especificação incorreta ou manutenção do interstício fora do padrão pode causar ignição da atmosfera e risco de vida.

Como o invólucro Ex d contém a explosão

No invólucro à prova de explosão, a proteção não impede a entrada de gás — assume que a mistura vai penetrar e eventualmente inflamar. A parede espessa e as juntas usinadas com folga e comprimento controlados (o interstício, ou flamepath) suportam a pressão da deflagração interna e resfriam os gases quentes ao passarem pela fresta, de modo que a chama não ignite a atmosfera externa. Por isso a integridade das superfícies de junta e o número correto de parafusos são tão importantes quanto a espessura do corpo. Já a segurança aumentada (Ex e) segue outra lógica na ABNT NBR IEC 60079-0: elimina arcos e faíscas em bornes e ligações, sendo comum em caixas de junção.

  • Ex d — contém e resfria a explosão interna (painéis, botoeiras, comandos)
  • Ex e — evita a fonte de ignição, sem partes que faíscam (caixas de bornes)
  • Ex t — vedação por invólucro contra poeira combustível
  • Ex i — limita a energia do circuito para instrumentação de baixa potência

Zona, grupo de gás e classe de temperatura: como especificar

A escolha do tipo de proteção parte da classificação da área feita em projeto. Zona 1 e 2 (gás) admitem Ex d e Ex e; poeira combustível em zona 21 e 22 pede invólucro conforme a ABNT NBR IEC 60079-31 (Ex t). Depois define-se o grupo do gás — IIC (hidrogênio, acetileno) é o mais exigente e cobre IIB e IIA — e a classe de temperatura, que limita a temperatura de superfície (T4 = 135 °C, T6 = 85 °C). Um erro clássico é comprar um invólucro IIB para uma planta com hidrogênio: fisicamente incompatível.

Tipo de proteção (Ex)Zona de gásZona de poeiraPrincípioAplicação típica
Ex d (à prova de explosão)1 e 2—Contém e resfria a explosão internaPainéis e botoeiras em refinaria
Ex e (segurança aumentada)1 e 2—Elimina fontes de ignição, sem arcoCaixas de ligação e bornes
Ex t / Ex tb (poeira)—21 e 22Vedação IP6X contra poeira combustívelSilos de grãos, moinhos, farinha
Ex i (segurança intrínseca)0, 1 e 220 a 22Limita a energia do circuitoSensores e instrumentação
Ex p (pressurizado)1 e 2—Purga e sobrepressão com gás inerteAnalisadores e painéis grandes

Material do corpo e grau de proteção IP

O corpo pode ser de alumínio fundido de baixo cobre (leve, boa dissipação), ferro fundido (mais barato e pesado) ou aço inox 316 (ambientes corrosivos, offshore, indústria química e alimentícia). A liga de alumínio limita o teor de cobre justamente porque cobre elevado favorece faíscas por atrito. Sobre o grau de proteção, a ABNT NBR IEC 60529 define IP66 e IP67 como padrão de mercado para invólucros externos: 6 contra poeira total e 6/7 contra jatos ou imersão temporária de água. Em zona de poeira combustível o IP6X é pré-requisito da própria proteção Ex t.

  • Alumínio de baixo cobre — uso geral, leve, dissipa calor
  • Ferro fundido — robusto e econômico, porém pesado
  • Aço inox 316 — corrosão, maresia, lavagem química e sanitária
  • IP66/IP67 mínimo para instalação externa e áreas de poeira

Certificação INMETRO e leitura da marcação Ex

No Brasil, equipamento para atmosfera explosiva é de certificação compulsória pela Portaria INMETRO 179/2010, com certificado emitido por Organismo de Certificação de Produto acreditado. Não compre pela foto: exija o número do certificado e leia a marcação Ex gravada no corpo. Um código como 'Ex d IIB T4 Gb' informa tipo de proteção (d), grupo do gás (IIB), classe de temperatura (T4) e nível do equipamento (Gb, para zona 1). Acessórios como prensa-cabo, bujão e visor precisam ser igualmente certificados e compatíveis — um prensa-cabo comum invalida toda a proteção do invólucro.

  • Certificado INMETRO válido e emitido por OCP acreditado
  • Marcação Ex legível e coerente com a zona de instalação
  • Prensa-cabo, bujão e acessórios Ex certificados para o mesmo invólucro
  • Placa de identificação com fabricante, modelo e número do certificado

Erros de especificação e manutenção do interstício

Boa parte das não conformidades em áreas classificadas não vem da caixa, mas do uso. Furar o invólucro em campo para passar um cabo extra, deixar de reinstalar todos os parafusos, riscar ou pintar a superfície de junta e usar prensa-cabo não certificado são falhas que anulam a proteção Ex d. O interstício à prova de chama precisa estar limpo, sem corrosão e com filme de graxa anticorrosiva adequada — nunca vedante que endureça. A inspeção periódica segue a ABNT NBR IEC 60079-17 e a NR-10, e barreiras passivas de fogo como a porta corta fogo complementam o plano de segurança, mas não substituem o invólucro correto.

  • Não fure nem usine o invólucro fora de fábrica
  • Reinstale a totalidade dos parafusos com o torque especificado
  • Preserve a superfície de junta: sem tinta, riscos ou vedante rígido
  • Substitua acessório Ex danificado apenas por peça certificada equivalente

O que define o preço e checklist de cotação

O custo varia principalmente pelo material (inox 316 pode custar múltiplos do alumínio), pelo tipo de proteção, pelo grupo/classe de temperatura, pelo grau IP, pelo volume interno e pela montagem — uma caixa lisa é muito mais barata que a mesma caixa já equipada com botoeiras, sinaleiros e painel Ex. Certificação IECEx ou ATEX para exportação alonga prazo e preço. Para orçar com vários fornecedores de uma vez, reúna os dados de área classificada e do que vai dentro da caixa; em plantas com risco ambiental, esse levantamento costuma andar junto do kit de emergência ambiental exigido pelo plano de resposta.

  • Zona, grupo de gás/poeira e classe de temperatura
  • Material e grau de proteção IP desejados
  • Dimensões internas, número de furos e prensa-cabos
  • Componentes internos (bornes, botoeiras, disjuntor, sinaleiros)
  • Necessidade de certificado INMETRO e/ou IECEx/ATEX
  • Quantidade e prazo de entrega

O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho

  • Cotação por código Ex completo (ex.: Ex d IIB T4 Gb) em vez de só dimensão da caixa
  • Fornecedores separados por invólucro de gás (Ex d/Ex e) e de poeira combustível (Ex t)
  • Comparação de material entre alumínio de baixo cobre e aço inox 316 para ambiente offshore
  • Exigência de certificado INMETRO emitido por OCP acreditado no orçamento
  • Compatibilidade de prensa-cabo e bujão Ex certificados com o mesmo invólucro
  • Faixa de furação, número de bornes e volume interno pedidos junto da zona classificada
  • Diferença de custo entre caixa lisa e caixa já montada com botoeiras/painel Ex
  • Prazo maior para itens com certificação IECEx/ATEX para exportação

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre caixa à prova de explosão (Ex d) e segurança aumentada (Ex e)?

O Ex d, definido pela ABNT NBR IEC 60079-1, admite que a mistura explosiva entre e inflame, mas contém a explosão e resfria os gases pelo interstício. O Ex e, da ABNT NBR IEC 60079-7, elimina fontes de ignição em bornes e ligações. Ex d é comum em botoeiras e painéis; Ex e em caixas de junção.

A certificação INMETRO é obrigatória para caixa à prova de explosão?

Sim. Equipamentos para atmosferas explosivas são de certificação compulsória pela Portaria INMETRO 179/2010, com certificado emitido por Organismo de Certificação de Produto acreditado. Exija o número do certificado e a marcação Ex gravada no invólucro antes de comprar.

Como sei qual grupo de gás e classe de temperatura pedir?

Essas informações vêm da classificação da área feita em projeto por engenheiro habilitado. O grupo (IIA, IIB, IIC) identifica o gás mais crítico presente e a classe de temperatura (T1 a T6) limita a temperatura de superfície. IIC e T6 são os requisitos mais severos e cobrem os menos exigentes.

Serve para área com poeira combustível, como silos de grãos?

Poeira combustível exige proteção específica por invólucro conforme a ABNT NBR IEC 60079-31 (Ex t), classificada nas zonas 20, 21 e 22, e não a mesma caixa de gás. É essencial vedação IP6X e marcação Ex t coerente com a zona.

Posso furar a caixa em campo para passar um cabo?

Não. Furar, usinar ou modificar o invólucro fora de fábrica anula a certificação e a proteção. Toda entrada de cabo deve usar prensa-cabo Ex certificado em furação já prevista, e a superfície de junta à prova de chama não pode ser danificada ou pintada.

Qual material escolher: alumínio ou aço inox 316?

Alumínio de baixo cobre atende a maioria das aplicações, é leve e dissipa calor. Aço inox 316 é indicado para ambientes corrosivos, offshore, químicos e sanitários com lavagem frequente, com custo bem superior. A liga de alumínio limita o cobre para evitar faíscas por atrito.

O que mais encarece o orçamento de uma caixa Ex?

Material (inox 316 custa múltiplos do alumínio), tipo de proteção, grupo de gás e classe de temperatura, grau IP, volume interno e, sobretudo, a montagem interna. Uma caixa já equipada com botoeiras, disjuntores e painel Ex custa muito mais que a caixa vazia. Certificação IECEx/ATEX para exportação também aumenta prazo e preço.

Preciso de responsável técnico para especificar e instalar?

Sim. Por ser item de segurança crítica sob a NR-10 e a ABNT NBR IEC 60079-0, a classificação de área, a seleção e a inspeção devem ser conduzidas por engenheiro eletricista habilitado com ART, incluindo inspeção periódica conforme a ABNT NBR IEC 60079-17.

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Página revisada pela equipe técnica de Equipamentos para Áreas Classificadas da Soluções Industriais. Última revisão: 12 de julho de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.

Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.

Fontes técnicas citadas: ABNT NBR IEC 60079-0, ABNT NBR IEC 60079-1, ABNT NBR IEC 60079-7, ABNT NBR IEC 60079-31, ABNT NBR IEC 60079-17, ABNT NBR IEC 60529, NR-10, Portaria INMETRO 179/2010.